Cenário virtual: a favor ou contra?
O uso de cenários virtuais na televisão sempre gera discussão. Até que ponto eles são aceitáveis? Entre os votos contrários e os favoráveis, o mais sensato é encontrar um meio-termo.
Para emergências ou programas esporádicos, com duração definida, por que não? A ferramenta tem muitos recursos e atende bem a esses casos. Mas ela não pode ser a primeira opção para programas fixos da grade. Um cenário físico, pensado e construído com cuidado, é indispensável para dar o tratamento que a atração merece.
O uso permanente do virtual passa uma sensação de improviso. Ou até de economia por parte da emissora. E a boa televisão, principalmente nos seus produtos mais importantes, também se faz pela imagem que transmite.
Viva!
Depois de quatro meses afastado para tratar uma neoplasia na região cervical, o narrador Luís Roberto volta ao trabalho na TV Globo nesta terça-feira. Ele comanda a transmissão de Cruzeiro e Flamengo, pelas oitavas de final da Libertadores. A partida começa às 21h30, no Mineirão. Uma notícia que esta coluna dá com muito carinho e respeito.
Vida complicada
Na eleição de 1989, a Record passava por dificuldades financeiras. A emissora não conseguiu entrar no pool do último debate entre Collor e Lula. Mas o programa Ferreira Netto, que ainda estava na casa, decidiu convidar os dois candidatos para entrevistas. A ideia era não ficar de fora de um momento tão importante.
Na última semana de campanha, ainda na época do fax, os convites foram enviados ao PT e ao PRN. Collor apareceu. Lula não. O presidente do TSE na época, Francisco Rezek, estranhou a ausência e pediu que o programa saísse do ar. Informado de que os dois foram chamados nas mesmas condições, ele pediu a cópia do fax e liberou a exibição.
No dia seguinte, o presidente do PT, Plínio de Arruda Sampaio, ligou para a direção da Record. Pediu o mesmo espaço para o partido. O espaço foi dado. Mas, em vez de Lula, Plínio apareceu com uma folha de perguntas prontas para dar uma entrevista. E deu. A diferença ficou na audiência de um dia para o outro.
Debate na Band
A Band segue com dificuldades para o debate do dia 23. Até agora, não confirmou a presença dos dois primeiros colocados nas pesquisas: Lula e Flávio Bolsonaro. Há um trabalho de convencimento em curso, mas está difícil. Seria uma pena se eles não forem. Seria a primeira vez desde 1989.
Turcas em alta
Amor de Aluguel é mais um exemplo do sucesso das novelas turcas no Brasil. A novela agora também está no YouTube. A audiência e o patrocínio de uma grande marca reforçam essa certeza. O digital soube aproveitar esse interesse do público.
Nova fase
A TV Cultura estreia no domingo a nova fase do Repórter Eco. O programa ganha uma hora de duração, novo formato e a apresentação da indígena Cleicí Patauá. A atração também deixa os estúdios e vai para as ruas, para ampliar a cobertura sobre meio ambiente e emergência climática.
Ruído nos bastidores
O GloboNews Radar mal começou e já enfrenta manchetes sobre audiência e fofocas de bastidor. Camila Bomfim, sempre discreta, acabou envolvida em um suposto atrito com o repórter Túlio Amâncio. Essa história não tem comprovação. É mais uma fofoca sem fundamento. Em vez de discutir o conteúdo do novo telejornal, tudo cai no terreno das mentiras. Esse tipo de ruído o tempo se encarrega de desmentir, mas não sem antes fazer vítimas pelo caminho.
Copa do Brasil
Na Copa do Brasil, só Globo e SBT estão na disputa entre as TVs abertas. A Record até pode entrar, mas ainda não entrou. O assunto segue em análise.
